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  • Fernanda Durão

Goretti Queiroz lembra a morte da jovem Mayara e a sanção da lei que leva o nome dela

Um ano após a trágica morte da jovem Mayara Estefanny, a vereadora Goretti Queiroz falou sobre a lei que estabelece o controle na venda de ácidos no município do Recife.


No último sábado (25), foi o aniversário de um ano da morte da jovem Mayara Esteffany, de apenas 19 anos de idade. Mayara foi atacada pelo seu ex-companheiro William César com ácido sulfúrico, no dia 04 de julho de 2019. A vereadora Goretti Queiroz, e membro da Comissão de Direito das Mulheres na Câmara do Recife, relembrou a data e a lei de sua autoria de número 18.627/19, sancionada pelo prefeito Geraldo Júlio, em setembro do ano passado, que estabelece o controle na venda de ácidos no município do Recife.


Mayara, que teve rosto, pescoço, cabelo, tórax e os membros superiores atingidos pela substância, chegou a ficar internada durante 21 dias no Hospital da Restauração, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia 25 de julho. Os acusados pelo crime, o ex-marido da jovem, William Cesar e o amigo dele Paulo Henrique Vieira dos Santos, estão presos.

Foto: Divulgação

Em conversa com a mãe da jovem, Karla França, no último final de semana, Goretti Queiroz foi informada que a audiência do caso, está marcada para o próximo dia 04 de agosto. “É importante que toda a mídia esteja atenta a esse caso e que a população cobre das autoridades para que os criminosos paguem pelo que fizeram. Mayara morreu jovem, deixou um filho pequeno fruto do relacionamento com o agressor, além disso deixou sonhos que foram interrompidos por esse ato bárbaro”, ressaltou a vereadora.


Goretti informou que irá cobrar do executivo, ainda nesta semana, a fiscalização nos estabelecimentos que vendem esse tipo de substância. “Já iniciei o contato com a prefeitura e quero analisar como anda a fiscalização. A lei Mayara, estabelece o controle na venda dos ácidos nos estabelecimentos comerciais no município do Recife. As lojas que vendem o produto devem exigir do consumidor documentos de identificação e comprovante de residência, além disso devem guardar a nota fiscal e as informações do comprador por, pelo menos, três anos”, disse a vereadora. “Essa é uma forma de sabermos quem comprou os produtos e que, caso aconteça outros ataques como esses, podermos chegar mais rápido a quem praticou”, completou.


Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX) mostram que foram registrados 7.478 acidentes desse tipo e 5.090 ocorrências envolveram crianças.


OCORRÊNCIAS


Após a sanção da Lei Mayara no Recife, em setembro do ano passado, nenhum outro caso de ataque com ácido foi registrado no município.

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